Pedra Sonora – Texto de Helaine Batista @helainebatista

Texto de Helaine Batista @helainebatista

“Segundo a lenda da Pedra Sonora, quem bater na pedra e ouvir seu ronco, fica livre de morrer de desastre, de tiro ou facada” – palavras de André Aquino, jornalista do Jornal Diário do Vale.

É inegável que a maioria de nós aprecia uma história ou fatos misteriosos. Talvez porque seja realmente intrigante não conhecermos a lógica de alguns acontecimentos. As lendas encantam principalmente os visitantes de um lugar.

Por isso, decidimos falar sobre um importante ponto turístico de nossa região: A Pedra Sonora

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De origem indígena, segundo o historiador Claudionor Rosa, a lenda conta que há muitos anos, naquele local, aconteceu um milagre: os índios Coroados (Minas Gerais) disputavam a posse da terra com os índios locais, os Puris. Um dia, o chefe dos índios Puris estava fazendo o reconhecimento do local, quando recebeu uma flechada no pescoço. “Ele estava impossibilitado de gritar por socorro, sentindo que ia morrer, ajoelhou-se junto à pedra, deixando seu machado cair sobre ela. A pancada emitiu um som que ecoou pela encosta. Ao constatar o fenômeno, o índio bateu outras vezes com o machado”. Curiosos com o ruído que ouviram, outros índios da tribo Puris chegaram ao local a tempo de salvar o chefe. Desde então, nenhum índio saía para caçar, pescar ou guerrear, sem antes passar pela pedra, bater e pedir proteção contra um possível desastre. Esta lenda existe há mais de 30 anos, na Serrinha do Alambari. Claudionor também declarou que haveria outras lendas relacionadas à Pedra sonora.

A Serrinha do Alambari fica a 5 km de Penedo, na encosta leste do Parque Nacional de Itatiaia e é uma Área de Proteção ambiental desde 1991. Um pequeno paraíso que reúne opções inesquecíveis de verdes águas. Alguns podem não esperar muito ao se depararem com uma pracinha, uma pequena igreja, escola, biblioteca, bar e pizzaria, mas as belezas somadas à história do local surpreendem os visitantes.

Existem trutários na região, servidos pelas águas dos rios Alambari e Pirapitinga.

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O Truta da Serrinha, inclusive, cria a truta conhecida como Rainbow (arco-iris).

Para os mais aventureiros, há a opção de ir caminhando de Penedo à Serrinha! Trata-se de uma trilha pelo meio da Mata Atlântica, com a estimativa de 3 horas de duração.

Este era um antigo caminho utilizado por trabalhadores que vieram do sul de Minas Gerais, na década de 1940, para extrair madeira para construção civil, carvão e confecção de ferramentas. Segundo o secretário de Turismo e Eventos de Resende, Antônio Leão, os antigos moradores da Serrinha contam que a trilha também era utilizada por eles para ir aos bailes em Penedo e que os sapatos usados para dançar eram carregados nas mãos para chegarem limpos e inteiros nas festas =)

A Pedra é tombada pelo Patrimônio Histórico e Paisagístico de Resende.

 

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