Voo duplo de Parapente – A Série – Texto de Helaine Batista @helainebatista

Texto de Helaine Batista @helainebatista

Todos nós temos na vida aquele período ou dia mais radical. Certo? Bem, ao menos a maioria 🙂 Esta série de 3 matérias é para aqueles que não se livram fácil deste insistente zumbido dizendo algo como: Você deveria se aventurar mais! Ou apenas… Se joga!

Cá pra nós, desafiar-se (com sua devida proporção) é uma forma de se manter são. Foi então que pensamos em uma sugestão que aproveita, como nenhuma outra, a Região das Agulhas Negras. Uma atividade em que a beleza do lugar faz toda a diferença na hora de praticar! Sim, estamos falando do voo duplo de Parapente.

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O que dizer desta modalidade de voo livre

O voo duplo de parapente pode ser praticado para recreação, competição (esporte radical) ou até mesmo como fonte de renda. É um tipo de voo mais dinâmico, pois o piloto pode controlar a sua direção e, em circunstâncias favoráveis de correntes de ar, manter-se no ar por períodos longos. Tudo vai depender das chamadas “Térmicas”. O que importa dizer é que o piloto é responsável, em circunstâncias favoráveis, por tornar a experiência dinâmica ou não, dependendo do seu cliente, já que ascender significa gerar instabilidade, que pode causar enjoos.

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Importante: Esta atividade deve ser conduzida por pilotos experientes, tais como os instrutores de escolas especializadas neste esporte, que além da destreza tem também conhecimento das condições meteorológicas do local, dos pontos de pouso e resgate.

“Voo livre levado a sério é uma diversão, voo livre levado como diversão vira coisa séria” – André Ribeiro, Presidente do Clube Zoar de Voo Livre.

O Parapente em nossa Região

Nossa Região possui três rampas: Bananal (Lima), São José do Barreiro e Visconde de Mauá, próximo a Penedo. A rampa em que há maior número de condições favoráveis ao voo, logo, o local onde há mais atividade durante todo o ano é a de Visconde de Mauá. Abaixo, estão suas informações.

  • Descrição da Rampa em Visconde de Mauá (Pedra Selada)

Do alto da Rampa e durante o voo, é possível enxergar a Parte Alta do Parque Nacional de Itatiaia, o Vale do Rio Preto, o Vale do Paraíba e a Serra do Mar. O Pouso acontece na Capelinha, que fica 770m abaixo da rampa. De Penedo a Mauá são cerca de 40 minutos de carro.

Decolagem: Natural gramada, boa condição com vento sul predominante, um parapente por vez, 300m da estrada por caminhada em uma trilha.
Pouso: Pouso oficial ao lado do sítio da Dona Maura, próximo ao bar da Capelinha, gramado e amplo.
Nível: Iniciante/intermediário, ideal para pilotos iniciantes, com térmicas suaves.
Dicas: Deixar o carro no bar da Capelinha, que fica ao lado do pouso e pegar uma carona para a rampa, que tem sua entrada antes da virada da serra indo para Visconde de Mauá. Se a condição estiver com vento fraco, seja qual for a direção, na rampa sempre há um vento de sul.
Tabela do Site da Associação de Voo Livre das Agulhas Negras http://zoarvoolivre.com.br/

Sobre o Clube Zoar

Segundo André Ribeiro, Presidente do Clube Zoar, nesses nove anos de existência do Clube, muitas histórias estranhas e engraçadas aconteceram. Foram incontáveis arborizadas entre os 75 afiliados ao clube. A Faixa etária dos pilotos é acima dos 30 anos, o que garante uma maior maturidade na rampa, algo extremamente importante evitando provocações perigosas entre os iniciantes. Sobre a documentação, André alerta: “Piloto para voar aqui tem que ter feito curso com instrutor homologado e precisa estar habilitado pra fazer o voo. Seguimos todas as regras e instruções da Associação Brasileira de Voo Livre. Se vier alguém de fora, recebemos muito bem, mas ele precisa vir documentado”.

Medo

O medo é uma parte natural do ser humano, portanto, faz parte do ato de voar. No entanto, ao invés de nos paralisar, ele pode ser aproveitado como um mecanismo de defesa natural, funcionando como um alarme diante de situações que potencialmente possam ameaçar nossa integridade física. Certamente, este alarme é acionado quando pensamos em sair do chão.

Dica para vencer o medo: Procure certificar-se da segurança do seu vôo.

  • Verifique se o Piloto é credenciado pela ABVL (Ass. Brasiliera de Vôo Livre) ou/e pela FAI (Ass. Aeronautica Internacional).
  • Certifique-se de que o equipamento é especial para voo duplo, se é homologado e vistoriado.

Vencer o medo é importante, mas nós é que sabemos o melhor para nós mesmos. Por fim, avalie o custo-benefício da experiência, coloque tudo na balança. Se decidir voar, faça-o confiante!

Ok. Quero voar. O que preciso fazer?

Falaremos sobre isto na próxima matéria 😉 Inclusive, conseguimos uma Entrevista com o único instrutor da região que também é competidor e tem mais de mil voos duplos em seu currículo. Vocês podem contribuir com comentários, perguntas e sugestões 😉

Certo, algumas dicas para quem já marcou o voo e não pode esperar:

  • É recomendado usar roupa comprida, bota ou tênis e protetor solar.
  • Atenção ao frio, a cada 300m a temperatura decresce cerca de 2 graus.
  • Vá ao banheiro, caso tenha bebido muita água, antes de subir para a rampa.

Até a próxima matéria!

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  1. Pingback: Aventura nas alturas! | Pousada Santa Fé de Penedo·

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